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Mostrando postagens de junho 5, 2024

Festejos Juninos: um bem cultural brasileiro

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  É chegado um dos períodos mais esperados do ano, o período junino. Com ele, uma farta culinária, músicas e danças típicas de uma boa festa brasileira, identitária e diversa. De um colorido de encher os olhos e repleto de elementos convidativos à celebração da vida. “Olha pro Céu, meu amor. Vê como ele está lindo”, como não cantarolar esse clássico nordestino com um sorrisão no rosto? Em um mês tão significativo e importante para a cultura brasileira, a Rádio Eixo conversou com Aterlane Martins, professor do IFCE (Instituto Federal do Ceará), que, atualmente, desenvolve uma tese de doutorado sobre o panorama da cultura junina no estado do Ceará. Aterlane foi brincante por cinco anos da Quadrilha Maria Bonita, na cidade de Caucaia-CE, nos idos de 1997. Mestre e Licenciado em História, coordena a Rede Nacional de Pesquisadores em Cultura Junina. Contexto Histórico e Cultural dos Festejos Juninos por Aterlane Martins Quando os portugueses colonizadores chegaram ao Brasil, troux...

Desmatar o Cerrado para preservar a Amazônia. Por quê?

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  “Enquanto continuarmos com a narrativa de que podemos desmatar o Cerrado para conservar a Amazônia, e enquanto o Cerrado for sacrificado no altar da Amazônia, não teremos Cerrado protegido”. O Cerrado é a savana com a maior diversidade arbórea do mundo, um lugar de muitas espécies. A biodiversidade do Cerrado surpreende, só fica diminuída porque estamos em um país imenso com outros biomas também biodiversos. O Cerrado é um bioma que está no mesmo país da Amazônia, a maior floresta tropical do planeta, está no mesmo país da Mata Atlântica, que é um ambiente com uma quantidade enorme de espécies endêmicas, está no mesmo país do Pantanal, a maior planície úmida do mundo. Ao invés de somar a biodiversidade, conserva-se um bioma em detrimento do outro. Dessa forma, o Cerrado acaba perdendo em apelo para a conservação diante de uma floresta tropical como a Amazônia. É válido lembrar que o Cerrado não é patrimônio nacional como a Mata Atlântica, o Pantanal e a Amazônia. Mas, o que sig...

Lui Coimbra: um músico urbano com o olhar para o Brasil de dentro

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  Violão. Violoncelo. Charango. Rabeca. Instrumentos de corda tocados magistralmente pelo multi-instrumentista Lui Coimbra, que também é cantor, produtor de discos e trilhas sonoras. Carioca, filho de mineiros, Lui Coimbra ama música e gosta de falar com gente que gosta de música. O resultado não poderia ser outro: match entre Lui e a Rádio Eixo! Narayana Teles _ Lui, você lançou dois CDs solo: Ouro e Sol (2003) e Roda-Flor (2023). Em ambos, é perceptível a presença da poesia, como a de Mário Quintana e Ferreira Gullar, além do folclore. Como se dá a mistura do popular e do erudito em seus trabalhos? Lui Coimbra _ A música popular brasileira é sempre fruto de uma poesia que encaixa com a música, às vezes, a letra de música não sobrevive sem aquela melodia, e no caso da poesia, ela tem vida própria. A poesia é algo que me move muito. Acontece de eu ler uma poesia e a música vir imediatamente, como foi o caso de musicar os poemas “Astrologia”, “O idiota desta aldeia” (Álbum O...

Exposição Paulo Freire em Brasília: tessitura de uma educação emancipadora

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  Imagine uma criança, sob a sombra de uma mangueira, aprender com sua mãe as primeiras letras do alfabeto riscando o chão do quintal de casa. Agora, imagine esta mesma criança tornar-se patrona da educação brasileira. Sim, estamos falando de Paulo Freire, um dos educadores mais importantes do século XX, que disse que o chão foi seu quadro-negro e os gravetos, seu giz. Após uma extensa pesquisa, realizada pela equipe do Museu de Educação do Distrito Federal, o mundo é presenteado com a exposição virtual “Paulo Freire em Brasília: tessitura de uma educação emancipadora”. Foram dois anos de pesquisa em acervos, coletas de depoimentos de pessoas que conviveram com Paulo Freire, imagens de época. Um trabalho coletivo, feito a muitas mãos, com curadoria de Ariane Abrunhosa, professora e integrante da equipe do Museu de Educação. Um passeio virtual valioso para estudantes, professores, pesquisadores e público em geral. Ao navegar no site: paulofreireembrasilia.com.br ,   o visit...

Limpando o Mundo, a luta contínua por uma cidade mais limpa e sustentável

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  “Em mais de duas décadas do Projeto Limpando o Mundo, cerca de 400 ações foram realizadas na cidade de Fortaleza-CE, contribuindo para a remoção de quase 300 toneladas de lixo” Desde o ano de 1994, existe uma preocupação, os primeiros alertas sobre a grande problemática no oceano, que é a poluição marinha por plásticos e resíduos sólidos. Pensando na vida marinha e na saúde dos ecossistemas costeiros, foi criado em 1996, na cidade de Fortaleza-CE, o Limpando o Mundo. Projeto de educação ambiental contínuo, que pesquisa, monitora e mobiliza campanhas com treinamentos para pessoas voluntárias, formando uma rede de informações e sensibilização para atuar no recolhimento do lixo encontrado em ecossistemas aquáticos como estuário, praia, duna e mangue. “A preocupação sempre foi a vida marinha, somos guardiões dos rios, mares, mas principalmente, os porta-vozes das baleias, dos golfinhos, da vida marinha, do próprio alimento que vem pra gente como os peixes e os crustáceos. Há a pres...

EP de artistas independentes do Distrito Federal

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  A arte nos leva ao imaginário, nos tira um pouco da realidade sem esquecer dela. Mistura, agrega, reúne amigos, cria coletivos. Foi assim, através da arte, que surgiu o coletivo de artistas independentes de regiões administrativas do Distrito Federal com o propósito de divulgar sua música e ser remunerado com ela. Por que não? Bart Almeida, dançarino e produtor fonográfico, é o representante desse coletivo. Criou o Selo B’Arte Produção, em 2012, a partir do edital Coletivo Ideia, com patrocínio do Ministério da Cultura. Com o Selo, veio a concretização de produções musicais, como o EP de cinco faixas, B’Arte no Ar, um trabalho cheio de personalidade e disponível nas principais plataformas de streaming. A ideia do EP surgiu da vontade de fazer música de break com pegada brasileira, revela Bart Almeida, que possui graduação em dança e atua também como professor. Lançado em outubro de 2023, o EP é uma iniciativa de empreendedorismo coletivo advindo da música e que mistura vários...

EducArte na Praça

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O Projeto EducArte, idealizado pelas educadoras e moradoras de Taguatinga, Cléria Costa e Míriam Rocha, está em sua segunda edição, e traz neste ano, oficinas de teatro, maquiagem teatral, poesia, contação de histórias e sonorização de histórias. Formações na área cultural que acontecerão em três escolas públicas de Taguatinga: Centro do Ensino Médio de Taguatinga Norte (CEMTN), Centro de Ensino Médio Industrial de Taguatinga (CEMEIT) e Centro de Educação Infantil 4 (CEI 04). A novidade é a realização da oficina de mediação de leitura para a primeira infância, pensada na educação inclusiva, no CEI 04, destinada a professores, coordenadores e pais de crianças. A ideia de criação do Projeto deu-se a partir do desejo de proporcionar arte, cultura e educação a estudantes da Rede Pública de Ensino devido à carência de formações e atividades nas escolas na área cultural, segundo Cléria Costa. A educadora enxerga o acesso à cultura, arte e educação como algo imprescindível e de direito, por...

Lió - O Pequeno Jornaleiro, de Leobertino Filho

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  O título poderia ser de um livro infantil, no entanto, carrega em suas páginas a história de luta e coragem de Leobertino Rodrigues Lima: retirante nordestino, ex-vendedor de jornal, policial militar, músico e pai do autor Leobertino Filho, o Léo. “Lió – O Pequeno Jornaleiro” é um livro de fala, gerado através da escuta de uma pessoa idosa, dona de uma memória viva e consciente, que proporcionou um encontro geracional, de pai e filho, uma escrita que conecta gerações. Não é um livro de história, ele recorre à história a partir da visão de um anônimo, um personagem negro que nasceu 50 anos após a abolição da escravatura e que aos 12 anos vai para o Rio de Janeiro, onde é acolhido na Casa do Jornaleiro, uma instituição que abrigava crianças e jovens entregadores de jornais, pessoas com vulnerabilidade social, que viviam pelas ruas do Centro do Rio de Janeiro nas décadas de 1950-1960. Foi por intermédio da educação, alimentação e apoio médico na Casa do Jornaleiro que Leobertino R...

Mnemosine - Porque Memória é Feminina

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  “Você encontra a história e a história dentro de você falando, você encontra a sua voz na história, sendo a autora do seu próprio discurso. As habilidades que eu utilizo na contação de histórias estão carregadas da experiência que eu trago do teatro”. O título original desperta curiosidade. Trata-se da performance da artista Paula Yemanjá, que transita nas linguagens da cena e da literatura, atuando principalmente como contadora de histórias e como atriz. O nome Mnemosine vem da mitologia grega. Foi uma das primeiras deusas, era a deusa da memória, filha de Urano e Gaia, nascida ao mesmo tempo que Lete, que personifica o esquecimento. Uma existe a partir da outra, ambas se complementam. A memória existe para combater o esquecimento. Nesse intuito, a artista Paula Yemanjá, pelos idos de 2018, deu início a sua criação, dentro do espaço cultural do grupo de teatro “Os Pícaros Incorrigíveis”, do qual a artista faz parte. Mnemosine – Porque Memória é Feminina trata-se de uma perf...