Brasiliense e neto de nordestinos, Alberto Salgado estreou na música de maneira inusitada, ao som de atabaques e berimbaus soados nas rodas de capoeira. Trocou o cavaquinho pelo violão. Mas, nunca abandonou sua alma percussiva. Seu som é contemporâneo. É de um estilo único e cheio de ginga. Herança da Capoeira? Talvez. Em um bate-papo descontraído com a Rádio Eixo, Alberto fala de sua carreira e de seu trabalho atual: Tutorial de Ebó, considerado por ele seu álbum mais dançante. Narayana Teles_ Alberto, eu conheço seu trabalho já faz um tempo e percebo nele traços bem nordestinos quando você faz menção ao mar, jangada, sandália de couro de São Francisco, cabaça... Existe uma relação afetiva com a Região Nordeste? Alberto Salgado_ Ah, eu adoro o Nordeste. Tenho grandes amigos lá. Sou descendente de nordestino, meu avô paterno é pernambucano, meus avós maternos são baianos, minha avó materna, carioca. Eu tenho esses laços familiares, esse gene do Nordeste, inclusive, quero v...