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Mostrando postagens de junho 24, 2024

Cor de avelã [2010]

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                                   Guaramiranga-CE despertar e não mais ver-me em teus olhos cor de avelã como protesto refugiou-se o Sol nesta manhã cinzenta e fria

Clarindo [2006]

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                                                 Cidade de Goiás-GO Você é uma semente: de certo almeja germinar em terras distantes, sendo este o ideal romântico de todo grande artista. Todo escritor é uma árvore, não importa onde vá, sempre terá raízes profundas presas ao solo em que nasceu. Acredite, não tem a menor valia conhecer o mundo quando a alma nos passa despercebida. Um escritor conhece outro através de dois aspectos: a digital da alma revelando-se numa frase e o sonho inerente a nossa condição ingrata. Hoje, pude ver sua alma, não a desperdice. Nosso talento não foi feito para esperar.

Clarice [2010]

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                                 Serra da Barriga-AL Ela sabia. Dentre tanta gente chata e banal, ela sentia. A mão no queixo, o olhar atento (desinteressado), mas, atento, alheio às trivialidades do local. “São apenas pessoas”, pensou. “Pessoas encobertas de possibilidades ínfimas como tudo na vida”. A destreza das palavras lhe era suficiente e ao mesmo tempo incompleta, sabia que deveria incomodar, criar problemas, despertar desejos, pensar o outro e no outro. Mas por que tentar, se a diferença vive na margem? Ela busca o novo, o impalpável, o inexistente, o intransitivo. É, o que vê, o que não vê, não convém: são ruínas, calabouço silenciado. Felicidade debreada, inventada, que parte do princípio de si mesma, ou seja, do mesmo, acreditando existir diferença e acaba por resultar em nada. Estar não é vida, ser talvez o seja, pois somos infinitos em nossa finitude. Estar, permanecer,...

Cheiro de infância [2010]

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                                                  Fernando Mendonça alma tímida a soluçar na madrugada os desassossegos pueris do coração –  instrumento inquieto desde quando menina – quando ainda podia encontrar abrigo nos braços fortes de seu avô   rede velha, luz do Sol, Clara Nunes   cheiro de infância (In Memoriam)