Serra da Barriga-AL Ela sabia. Dentre tanta gente chata e banal, ela sentia. A mão no queixo, o olhar atento (desinteressado), mas, atento, alheio às trivialidades do local. “São apenas pessoas”, pensou. “Pessoas encobertas de possibilidades ínfimas como tudo na vida”. A destreza das palavras lhe era suficiente e ao mesmo tempo incompleta, sabia que deveria incomodar, criar problemas, despertar desejos, pensar o outro e no outro. Mas por que tentar, se a diferença vive na margem? Ela busca o novo, o impalpável, o inexistente, o intransitivo. É, o que vê, o que não vê, não convém: são ruínas, calabouço silenciado. Felicidade debreada, inventada, que parte do princípio de si mesma, ou seja, do mesmo, acreditando existir diferença e acaba por resultar em nada. Estar não é vida, ser talvez o seja, pois somos infinitos em nossa finitude. Estar, permanecer,...