Fortaleza-CE As flores coloridas insistiam em dar-lhe bom dia, um gesto ofensivo quando se há mágoa no peito e não se sabe ao certo o porquê. Certa vez, passara diante de várias pedras expostas em uma parede, dispostas em sacos com o nome do autor e vendida no quilo. Huum, isso sim a interessava. Perguntava a si mesma: quem compraria esses restos de nada que remetem a coisa alguma? Era sempre assim... Olhava, parava, pendia a cabeça negativamente para um lado, ria e seguia. Às vezes, voltava, sentia vontade de pegá-las como se fosse possível compreendê-las, achava ridículo e seguia. As flores coloridas e seu bom dia. Defronte delas, as pedras demolidas de algum castelo. Para mais uma vez, vê Samanta passar ao seu lado carregando a habitual garrafa com água. De...