Caçula é um termo banto, que significa “o mais novo”, então, sempre haverá um caçula. E o caçula da vez é o álbum infantil feito pelos músicos Celso Baruc e Paulo Mutti. Celso Baruc é cantor e compositor, nascido em Juazeiro-BA, e Paulo Mutti é produtor musical, nascido em Santo Amaro da Purificação-BA. Juntos, criaram e lançaram o disco Caçula, que em sua essência trata-se de um registro fonográfico da eternização de duas crianças baianas. Uma que cresceu dentro da cidade de Juazeiro, mas que visitava no período de férias a casa de sua avó, no meio do Sertão, da Caatinga. Outra que vivenciou a cultura e a realidade local em Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano. Ambas trazem neste álbum lúdico um universo infantil recheado de vivências de uma infância única e encantadora. Enquanto artistas, desejam levar às crianças e também aos adultos, ritmos e sonoridades com letras que falam da valorização da fauna, flora, de questões relacionadas à seca, à religiosidade, à força d...
Violão. Violoncelo. Charango. Rabeca. Instrumentos de corda tocados magistralmente pelo multi-instrumentista Lui Coimbra, que também é cantor, produtor de discos e trilhas sonoras. Carioca, filho de mineiros, Lui Coimbra ama música e gosta de falar com gente que gosta de música. O resultado não poderia ser outro: match entre Lui e a Rádio Eixo! Narayana Teles _ Lui, você lançou dois CDs solo: Ouro e Sol (2003) e Roda-Flor (2023). Em ambos, é perceptível a presença da poesia, como a de Mário Quintana e Ferreira Gullar, além do folclore. Como se dá a mistura do popular e do erudito em seus trabalhos? Lui Coimbra _ A música popular brasileira é sempre fruto de uma poesia que encaixa com a música, às vezes, a letra de música não sobrevive sem aquela melodia, e no caso da poesia, ela tem vida própria. A poesia é algo que me move muito. Acontece de eu ler uma poesia e a música vir imediatamente, como foi o caso de musicar os poemas “Astrologia”, “O idiota desta aldeia” (Álbum O...
Taíba-CE O telefone tocou. Uma, duas, várias vezes. Era você. O fantasma de uma década que volta e meia aparecia para marcar território, assim como fazem os cachorros. Erroneamente, aceitei que fosse minha companhia no show que eu tanto ansiava assistir. Você sequer sabia o nome da banda. - Nação o quê? - Zumbi! - Essas coisas estranhas que você gosta... O show foi incrível como eu previra. Em êxtase, decidi ir com você ao seu apartamento. Escutei um: - Entra! Ríspido e imperativo. Não mudou. Pensei. Por que não declino da proposta que eu mesma cavei? Por que não ajo com sensatez? Fui tomar banho. Tirar o odor do cigarro (do seu cigarro), da bebida, e deixar um resquício de perfume no pescoço para ver se você notava. Naquela madrugada, só o beijo na testa que recebi de Pedro, o ra...
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