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Celso Baruc e Paulo Mutti lançam o álbum musical infantil “Caçula”

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  Caçula é um termo banto, que significa “o mais novo”, então, sempre haverá um caçula. E o caçula da vez é o álbum infantil feito pelos músicos Celso Baruc e Paulo Mutti. Celso Baruc é cantor e compositor, nascido em Juazeiro-BA, e Paulo Mutti é produtor musical, nascido em Santo Amaro da Purificação-BA. Juntos, criaram e lançaram o disco Caçula, que em sua essência trata-se de um registro fonográfico da eternização de duas crianças baianas. Uma que cresceu dentro da cidade de Juazeiro, mas que visitava no período de férias a casa de sua avó, no meio do Sertão, da Caatinga. Outra que vivenciou a cultura e a realidade local em Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano. Ambas trazem neste álbum lúdico um universo infantil recheado de vivências de uma infância única e encantadora. Enquanto artistas, desejam levar às crianças e também aos adultos, ritmos e sonoridades com letras que falam da valorização da fauna, flora, de questões relacionadas à seca, à religiosidade, à força d...

Gregório [2010]

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                                                                                                                                     Fortaleza-CE não por ela a cidade mas por alguém que está ao meu lado vou mudando   em teu quarto em teu lençol em ti   entro, deito-me, agarro,   ag AR ro   :seu cigarro entranhado no ser   teu olhar, Gregório, como reluz!

Fortaleza [2010]

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                                                              Fortaleza-CE em silêncio na areia o Sol se pôs                                                         soprado por nós                                                                                                                                                     ...

Breve rima de dezembro [2014]

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                                                    Guaramiranga-CE         tu, pássaro que passa, vai e não volta meu poema preso a soluçar nas entrelinhas, nunca lido, tampouco soletrado                             eu,  borboleta amarela, emaranhada em cabelos alheios por falta de casulo tua breve rima de dezembro  

Elvis [2010]

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                                                      Álvaro Weyne-CE Saudações sem respostas de um velho entorpecido pela vida, que entre uma música e outra sente um desejo não matado, apenas aumentado “A uma hora dessa por onde andará seu pensamento?” Lembro do seu sorriso.   Valentina?  Era esse o seu nome naquela madrugada? (Para Rafael Escócio)

Efêmero [2009]

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                                                      Guaramiranga-CE tez desconhecida olhos longínquos pensamentos vis não te conheço e tu não me acompanhas   descompasso desapercebido sentido e sem sentido

Alberto Salgado lança “Tutorial de Ebó”: terceiro álbum autoral com Ijexá e Samba

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  Brasiliense e neto de nordestinos, Alberto Salgado estreou na música de maneira inusitada, ao som de atabaques e berimbaus soados nas rodas de capoeira. Trocou o cavaquinho pelo violão. Mas, nunca abandonou sua alma percussiva. Seu som é contemporâneo. É de um estilo único e cheio de ginga. Herança da Capoeira? Talvez. Em um bate-papo descontraído com a Rádio Eixo, Alberto fala de sua carreira e de seu trabalho atual: Tutorial de Ebó, considerado por ele seu álbum mais dançante. Narayana Teles_ Alberto, eu conheço seu trabalho já faz um tempo e percebo nele traços bem nordestinos quando você faz menção ao mar, jangada, sandália de couro de São Francisco, cabaça...  Existe uma relação afetiva com a Região Nordeste? Alberto Salgado_ Ah, eu adoro o Nordeste. Tenho grandes amigos lá. Sou descendente de nordestino, meu avô paterno é pernambucano, meus avós maternos são baianos, minha avó materna, carioca. Eu tenho esses laços familiares, esse gene do Nordeste, inclusive, quero v...

Agrofloresta: uma alternativa sustentável de uso da terra

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“As sementes se perpetuam, a agricultura familiar e as agroflorestas podem ser extensões de quintais”. Ao pesquisar sobre agrofloresta para realização desta matéria, um título me chamou atenção: Agrofloresta por Mulheres. Curiosa e interessada na temática, entrei em contato com Fabiana Peneireiro para saber do que se tratava a proposta e conversamos sobre. Agrofloresta por Mulheres é uma vivência, que acontecerá nos dias 2, 3 e 4 de agosto, na Ecovila Aldeia do Altiplano (Altiplano Leste), Zona Rural de Brasília, com a agrônoma Fabiana Peneireiro, chamada carinhosamente de Fabi. Moradora do Planalto Central há 19 anos, ela faz parte do Mutirão Agroflorestal, uma organização não governamental, atuante desde 1996, na promoção e construção de processos de formação e educação agroflorestal. É uma Rede com pessoas que se unem para trabalhar na perspectiva de promover a agrofloresta e construir um mundo mais cheio de vida. Um aprendizado coletivo. Assim também é a atuação de Fabi na Ecovila,...

Cor de avelã [2010]

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                                   Guaramiranga-CE despertar e não mais ver-me em teus olhos cor de avelã como protesto refugiou-se o Sol nesta manhã cinzenta e fria

Clarindo [2006]

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                                                 Cidade de Goiás-GO Você é uma semente: de certo almeja germinar em terras distantes, sendo este o ideal romântico de todo grande artista. Todo escritor é uma árvore, não importa onde vá, sempre terá raízes profundas presas ao solo em que nasceu. Acredite, não tem a menor valia conhecer o mundo quando a alma nos passa despercebida. Um escritor conhece outro através de dois aspectos: a digital da alma revelando-se numa frase e o sonho inerente a nossa condição ingrata. Hoje, pude ver sua alma, não a desperdice. Nosso talento não foi feito para esperar.

Clarice [2010]

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                                 Serra da Barriga-AL Ela sabia. Dentre tanta gente chata e banal, ela sentia. A mão no queixo, o olhar atento (desinteressado), mas, atento, alheio às trivialidades do local. “São apenas pessoas”, pensou. “Pessoas encobertas de possibilidades ínfimas como tudo na vida”. A destreza das palavras lhe era suficiente e ao mesmo tempo incompleta, sabia que deveria incomodar, criar problemas, despertar desejos, pensar o outro e no outro. Mas por que tentar, se a diferença vive na margem? Ela busca o novo, o impalpável, o inexistente, o intransitivo. É, o que vê, o que não vê, não convém: são ruínas, calabouço silenciado. Felicidade debreada, inventada, que parte do princípio de si mesma, ou seja, do mesmo, acreditando existir diferença e acaba por resultar em nada. Estar não é vida, ser talvez o seja, pois somos infinitos em nossa finitude. Estar, permanecer,...

Cheiro de infância [2010]

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                                                  Fernando Mendonça alma tímida a soluçar na madrugada os desassossegos pueris do coração –  instrumento inquieto desde quando menina – quando ainda podia encontrar abrigo nos braços fortes de seu avô   rede velha, luz do Sol, Clara Nunes   cheiro de infância (In Memoriam)

Josefa Feitosa, a mochileira cearense de 64 anos que visitou mais de 60 países

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  “Eu me sinto uma pessoa com coragem, eu quebrei a barreira do medo, eu quebrei essa cultura do patriarcado e estou no mundo, vivendo. Vivendo de um jeito que a mulher jamais poderia viver”. Ela não sabe ao certo a quantidade exata de países que já conheceu, a lista passa dos 60. Viajar pelo mundo com uma mochila nas costas é algo que ela faz com naturalidade. Estamos falando de Josefa Feitosa, Jô, como gosta de ser chamada. Uma mulher preta, cidadã do mundo, que ama gente por atacado e varejo. Vive e mora onde a mala está. É dessa forma que se autodescreve. Em outubro de 2024, serão 8 anos de viagens realizadas em diversos continentes por uma jovem senhora de 64 anos. “Só existem duas idades: viva e morta. O tempo passa e a gente sente uma urgência de viver”. Essa urgência de viver é sentida por Jô desde criança, quando ainda morava em Juazeiro do Norte, Ceará. A vontade de conhecer o mundo surgiu na infância, a partir de seu pai, quando ele ouvia no Rádio o noticiário “A Voz do ...

Bem te quis [2010]

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                                     Porto Alegre-RS                    pássaro de asa cortada:   desequilibra-se no vento, faz redemoinhos em si mesmo   paira nas nuvens com seu pouso leve, breve   de sopro brando, poesia silenciada   bem te quis mal me teves

Transa [2012]

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                                          Fortaleza-CE Nunca me vistes Ainda que despida diante de teus olhos Contudo, Não me vistes NENHUMA TRANSA CONSEGUIU SER TÃO PESSOAL QUANTO AQUELE BEIJO NA TESTA  

Antítese [2003]

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                                                   Taíba-CE Menti ao dizer que te queria Menti por diversas vezes quando jurava amor eterno a ti Menti porque te amava Continuo a mentir porque o amo

Amor Marginal [2010]

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                                                             Fortaleza-CE                                                       rabiscos em um guardanapo                                                                 teu amor marginal a ressoar em meus lábios

Amante [2004]

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                                                    Fortaleza-CE Roubar-te-ei beijos ofegantes, silenciando teus lábios na calada da noite. Percorrerá entre meus seios, o calor de tua alma, aflorando a essência de seu cheiro, no limiar embriagado de meus sentidos.

Alpendre [2010]

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                                                             Fortaleza-CE As flores coloridas insistiam em dar-lhe bom dia, um gesto ofensivo quando se há mágoa no peito e não se sabe ao certo o porquê. Certa vez, passara diante de várias pedras expostas em uma parede, dispostas em sacos com o nome do autor e vendida no quilo. Huum, isso sim a interessava. Perguntava a si mesma: quem compraria esses restos de nada que remetem a coisa alguma? Era sempre assim... Olhava, parava, pendia a cabeça negativamente para um lado, ria e seguia. Às vezes, voltava, sentia vontade de pegá-las como se fosse possível compreendê-las, achava ridículo e seguia. As flores coloridas e seu bom dia. Defronte delas, as pedras demolidas de algum castelo. Para mais uma vez, vê Samanta passar ao seu lado carregando a habitual garrafa com água. De...

Céu [2010]

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                                                      Guaramiranga-CE A parte mais linda do teu corpo nu? Aquela cicatriz no queixo!

Sexual Healing [2014]

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                                                            Taíba-CE O telefone tocou. Uma, duas, várias vezes. Era você. O fantasma de uma década que volta e meia aparecia para marcar território, assim como fazem os cachorros. Erroneamente, aceitei que fosse minha companhia no show que eu tanto ansiava assistir. Você sequer sabia o nome da banda. - Nação o quê? - Zumbi! - Essas coisas estranhas que você gosta... O show foi incrível como eu previra. Em êxtase, decidi ir com você ao seu apartamento. Escutei um: - Entra! Ríspido e imperativo. Não mudou. Pensei. Por que não declino da proposta que eu mesma cavei? Por que não ajo com sensatez? Fui tomar banho. Tirar o odor do cigarro (do seu cigarro), da bebida, e deixar um resquício de perfume no pescoço para ver se você notava. Naquela madrugada, só o beijo na testa que recebi de Pedro, o ra...

Festejos Juninos: um bem cultural brasileiro

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  É chegado um dos períodos mais esperados do ano, o período junino. Com ele, uma farta culinária, músicas e danças típicas de uma boa festa brasileira, identitária e diversa. De um colorido de encher os olhos e repleto de elementos convidativos à celebração da vida. “Olha pro Céu, meu amor. Vê como ele está lindo”, como não cantarolar esse clássico nordestino com um sorrisão no rosto? Em um mês tão significativo e importante para a cultura brasileira, a Rádio Eixo conversou com Aterlane Martins, professor do IFCE (Instituto Federal do Ceará), que, atualmente, desenvolve uma tese de doutorado sobre o panorama da cultura junina no estado do Ceará. Aterlane foi brincante por cinco anos da Quadrilha Maria Bonita, na cidade de Caucaia-CE, nos idos de 1997. Mestre e Licenciado em História, coordena a Rede Nacional de Pesquisadores em Cultura Junina. Contexto Histórico e Cultural dos Festejos Juninos por Aterlane Martins Quando os portugueses colonizadores chegaram ao Brasil, troux...

Desmatar o Cerrado para preservar a Amazônia. Por quê?

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  “Enquanto continuarmos com a narrativa de que podemos desmatar o Cerrado para conservar a Amazônia, e enquanto o Cerrado for sacrificado no altar da Amazônia, não teremos Cerrado protegido”. O Cerrado é a savana com a maior diversidade arbórea do mundo, um lugar de muitas espécies. A biodiversidade do Cerrado surpreende, só fica diminuída porque estamos em um país imenso com outros biomas também biodiversos. O Cerrado é um bioma que está no mesmo país da Amazônia, a maior floresta tropical do planeta, está no mesmo país da Mata Atlântica, que é um ambiente com uma quantidade enorme de espécies endêmicas, está no mesmo país do Pantanal, a maior planície úmida do mundo. Ao invés de somar a biodiversidade, conserva-se um bioma em detrimento do outro. Dessa forma, o Cerrado acaba perdendo em apelo para a conservação diante de uma floresta tropical como a Amazônia. É válido lembrar que o Cerrado não é patrimônio nacional como a Mata Atlântica, o Pantanal e a Amazônia. Mas, o que sig...